Tearing down doors of time


Aqui. Pára! Nem que seja por breves minutos e lê. 


E assim o fiz. (Já aprendi que não vale a pena contrariar esta minha voz interior. Tem um mau feitio...e zanga-se mesmo comigo!) 


Embalada pelo vento primaveril, li-te como se lê um livro de forma apressada e que irresistivelmente nos atrai. Senti o doce mas receoso sabor de fruto proibido. Fechei os olhos e dei forma, entoação e ritmo às palavras... 


Mas quem és tu? Perguntavas.


Sou alguém capaz de ter o sol nas mãos. Capaz de o beijar com uma cumplicidade milenar. Capaz de com um sopro o mandar embora, consciente de que no dia seguinte ele estaria no mesmo lugar, à mesma hora esperando por mim como de costume...


 

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