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Mostrando postagens de dezembro, 2021
Coração desabitado
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Tira-me uma dessas fotos que tiras, embacia a objectiva, desfoca um pouco e mede mal a luz. Agora que termina o dia não é difícil eu sair favorecida. Que os traços se suavizem, que todas as rugas da alma e do contorno dos olhos desapareçam e que quem me veja pense que posso merecer a pena. E sobretudo, que o que impressione nessa foto não seja eu, que estou ali, mas os teus olhos que a tiraram.” Coração Desabitado | Amalia Bautista
Untitled
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Haverá sempre um espaço invisível entre nós. Sim. Não fosse o ar o elemento de ligação entre o visível e o invisível, não é? À luz da ciência nunca conseguimos vencer essa força que nos repele. E as palavras... As malditas palavras que me perfuram os tímpanos e me aquecem o peito? Tomara eu que a palavra não tivesse tanto valor e significado. É que para mim ainda tem. Não gosto de atirar palavras ao vento sem sentido. E há palavras que rasgam o peito e nos deixam vulneráveis. Proponho pena máxima para quem as disser em vão. Não fui eu. Não foste tu. Não foi em vão. Eu sei. Mas o meu "Eu" é desajeitado ao invadir o palco e a gerir emoções sabes? E eu sinto-me como uma menina que enfrenta uma resistência tremenda para se endireitar uma última vez… Não devia... É nesse diagrama singular de ligações a pensamentos e sonhos que é impossível ficar longe da loucura. Ligados por uma ponte de fogo Que vibra subtilmente Nos avanços e recuos É só no teu abraço que me perco O escudo de f...