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Sei o que me levou até ti...

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Sei e não irei dizer-te. Guardo este segredo comigo. Não que tenha prometido isto a alguém mas há coisas que eu guardo a sete chaves. Não preciso mostrar ou provar o que quer que seja. Posso apenas dizer-te que aquilo que me aconteceu é das mais bonitas histórias de amor. Eu tinha razão. Não foi por acaso. É certo que, por vezes, a minha vida mais parece um jogo de coincidências às quais eu gosto de atribuir significados mas é tudo tão real. Aconteceram e acontecem coisas na minha vida que me fazem sentir que já vivi tantas vidas anteriores e que sou efetivamente uma "alma velha". Não tenho dúvidas. O rosto de menina e o olhar meio inocente esconde uma alma que já viveu mais do que aparenta. E depois disto, o que restará de mim? Quantas vidas foram precisas para chegar até  aqui? Por vezes, tenho comigo uma sensação estranha de que não ficarei por cá muito tempo. Não sei o motivo mas desde pequenina que sinto isso. Sempre com a sensação de que a vida é curta demais e que as c...

Ainda repousa a inquietação da mudança

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Por vezes, enquanto descanso confortável e penso que estou segura nos caminhos que escolhi, o chão  desmorona-se debaixo de mim e vira-me do avesso. Não são raras as vezes que sinto que cheguei e os ventos da mudança deixam-me à deriva em mares que desconheço. Completamente.  Sei que se não tiver cuidado, sou atirada de um lado para o outro até bater nas rochas que se escondem nas profundezas e o tempo vai puxar-me e rasgar os tecidos de forma exímia. E em mim, ainda repousa a inquietação da mudança. Ainda tento acalmar um coração e silenciar um desejo puro de controlar aquilo que não tem qualquer controlo.   

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O mundo precisa de mais verdade

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"O amor tem a virtude, não apenas de desnudar dois amantes um em face do outro, mas também cada um deles diante de si próprio.” Cesare Pavese      

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Um prisma que ultrapassa a desmedida

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Apenas um leve balbuciar de quem sente o sabor da dúvida a cada girar da taça de vinho.Talvez a pouco e pouco entenda. Talvez os teus dedos abram um caminho que ficou fechado e tu, venhas até mim, em silêncio, num momento de pausa entre os dois. Como não querer que o vinho encorpado se  afunde na minha língua, deixando sentir um amargor no fim, quase na garganta, além de um calor provocado pelo álcool no descer da bebida? "Ainda és minha?  "  Responde-me Inês "Ainda és minha?"  Perguntas-me de novo... E eu enlaço-me em ti para atravessar a noite fechando os olhos para aprisionar a ferida...